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Vitta Nativa, a Identidade Visual

O Brasil produz alguns dos ativos vegetais mais poderosos do mundo. A Vitta Nativa existe para transformar isso em cosméticos de alta performance, sem abrir mão da elegância ou da origem.

O briefing era preciso: criar uma marca que não se confundisse com o cosmético de farmácia, genérico e sem história, nem com o produto natural de estética ingênua. A Vitta Nativa precisava ocupar um território próprio, o da sofisticação enraizada. Brasileira não como apelo de marketing, mas como fundação.

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A andiroba (Carapa guianensis) é o ativo central da marca e seu símbolo oficial. Da árvore se extrai um dos óleos medicinais mais comercializados pela indústria cosmética global, e é exatamente essa tensão entre origem ancestral e relevância contemporânea que a marca carrega.

 

O fruto da andiroba, quando aberto, revela sementes organizadas em uma geometria quase perfeita, quatro lóbulos que se desdobram como pétalas ao redor de um eixo central. Essa estrutura se tornou o símbolo da marca: desenhado com traço de gravura científica, referência direta às pranchas botânicas do século XIX, onde rigor técnico e beleza coexistiam na mesma linha.

As três cores da identidade foram extraídas diretamente das plantas que definem a formulação dos produtos. O terracota profundo vem da casca do buriti (Mauritia flexuosa), fruto amazônico de coloração alaranjada intensa que carrega um dos maiores teores de betacaroteno encontrados na natureza. O verde musgo escuro é a cor da folhagem da andiroba, densa, cerrada, de floresta úmida. O marfim vem da manteiga de murumuru (Astrocaryum murumuru), matéria-prima extraída das palmeiras amazônicas e amplamente utilizada na indústria de cosméticos nutritivos. Três ingredientes, três cores.

A paleta não foi escolhida, foi encontrada.

O sistema de embalagens foi construído para comunicar premium sem artificialidade. Vidro verde escuro fosco para os óleos, frasco âmbar para as manteigas, tubo de papel prensado para o balm labial, caixa de cartão escuro para o sabonete artesanal. Cada material foi escolhido por sua capacidade de reciclagem e pela estética que carrega, materiais que envelhecem bem, que parecem ter história antes mesmo de serem abertos. O símbolo botânico aparece em relevo ou hot stamping discreto, presente sem gritar.

O logotipo usa uma serifa de alto contraste com personalidade editorial, onde o peso de VITTA em caixa alta ancora a marca visualmente e nativa em caixa baixa traz proximidade e leveza. A composição remete às etiquetas de herbário científico, onde o nome da espécie era escrito com esmero, porque nomear com precisão era também uma forma de respeito.

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